Baú de Traços & Troços
Nascer,morrer, renascer ainda, tal é a lei (Kardec)
Capa Meu Diário Textos Áudios Fotos Perfil Livro de Visitas Contato Links
Textos
DE AMIGOS E ESPÍRITOS
DE AMIGOS E ESPÍRITOS
Cheguei em casa prá lá das 22 horas. Sem broncas. Estava eu na FEB (Federação Espírita Brasileira) participando de reunião mediúnica. É isso mesmo. Os que me conhecem sabem que sou espírita de berço e médium de psicofonia e psicografia. E tem mais, é uma atividade que exerço há uns bons quarenta e poucos anos junto com outras de caráter social inerentes à doutrina dos espíritos. E gosto muito do que faço. Por isso amo as madrugadas, especialmente quando muitas vezes ouço palavras amigas de amigos que já se foram deste plano físico e, temporariamente habitam a esfera espiritual. É fantástico, acreditem. A sensação de eternidade é única e intransferível. Pois é, como estava eu dizendo, cheguei "tarde da noite".  Comentei com a esposa sobre a reunião - minha família todinha é espírita, de carteirinha e registro na Ordem - tomei o tradicional leitinho quente (aqui tá meio frio) com torradas e sem medo de levar choque liguei valentemente o PC. Ajeitei um ou outro petitório jurídico e, pasmem, cliquei no FB. Dei de cara com duas fotos de minha turma do Liceu, postadas pelo Higner Mansur, guardião eficiente dos pontos, vírgulas e letras que compõem a memória da capital, (hoje nem tão secreta) comigo no meio delas. Saudade dorida bateu no peito. Velhos amigos, jovens lembranças. Lágrimas nada furtivas desceram sem cerimonia pelas minhas faces realçando honradas marcas temporais. Fiquei um longo tempo olhando aquelas expressões felizes, joviais e bonitas, inclusive eu. E daí? O que há de errado em "cultuar" o próprio ego, mesmo que pontualmente? Aliás, quando adolescente eu queria contratar o Dr. Silvana para transformar Cachoeiro em Shangrilá. Assim ninguém envelheceria e todos viveriam eternamente ali. Mas, voltando às fotos e minha saudade, destaquei ali três amigos muito queridos que "se foram": Dail Garschagen, Cleomar Zipinotti e Enezir Vaillant. Amigos com quem privei por muito tempo e onde qualquer espaço seria pequeno para falar sobre eles. Mas, olha só que droga, escrevi esse monte de palavras à conta desse destaque e para ele não tenho espaço para falar? Coisa nenhuma, olhem lá em cima quando digo que "... ouço palavras amigas de amigos que já se foram...". Eis porque amo certas madrugadas. Muito, mas é muito melhor mesmo do que escrever é ouvir espíritos, especialmente de amigos queridos. Que Deus me dê, hoje, essa chance de ouvi-los. Mesmo que seja só essa "veizinha".



palhinha
Enviado por palhinha em 25/11/2021
Comentários